terça-feira, 2 de abril de 2013

ATUALIDADES | Comunidade internacional reage com apreensão a reativamento de reator nuclear norte-coreano

A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira (02/04) que voltará a utilizar todas as suas instalações nucleares, incluindo o reator de Yongbyon, que estava desativado desde 2007.


Um porta-voz da Direção Geral da Agência Central de Energia Atômica norte-coreana afirmou que serão tomadas medidas para reiniciar o reator e renovar as instalações, que podem ser utilizadas para produção elétrica e fins militares, informou a agência estatal KCNA.

A central atômica de Yongbyon é a maior do país e foi fechada em 2007 como parte de um acordo internacional. Na ocasião, o então presidente Kim Jong-II – pai do atual presidente Kim Jong-um – prometeu encerrar as atividades do local em troca de energia, alimentos e outras ajudas.

A comunidade internacional se mostrou apreensiva com o anúncio de reativação nuclear feito por Pyongyang. A China pediu “calma e contenção” em pronunciamento feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei.

“A atual situação é sensível e complexa", disse o porta-voz, que pediu a todas "as partes relevantes a manter a calma e se conter, retomar o diálogo o mais breve possível e buscar juntos uma adequada solução", analisou Hong Lei.



Central Atômica de Yongbyon vai voltar a funcionar depois de seis anos desativada

A Rússia - que participou das negociações de desarmamento nuclear em 2007 –, por sua vez, afirmou que “acredita na possibilidade de confronto militar entre EUA e Coreia do Norte”. Embora o governo russo duvide que alguma das partes decida entrar em uma guerra intencionalmente, "nesta situação existe um grande risco de que surjam enfrentamentos espontâneos que arruinem o controle da situação", admitiu o titular do Ministério de Relações Exteriores russo, Grigori Logvinov, em pronunciamento à agência Interfax.

Os EUA receberam o anúncio com ceticismo. A Casa Branca anunciou que não vê as movimentações de Pyongyang como “grandes mobilizações ou posicionamento de forças para um real ataque”.

Para o governo norte-americano, as ações militares da Coreia do Norte não condizem com os pronunciamentos do presidente do país. “A retórica e as ações de Kim Jong-um estão desconectadas”, afirmou o secretário de imprensa dos EUA, Jay Carney, em entrevista ao jornal New York Times.

A Coreia do Sul lamentou “profundamente” a reabertura do reator norte-coreano. O porta-voz de Seul, Cho Tai-young, pediu à Coreia do Norte que cumpra "as promessas que fez no passado e torne realidade a desnuclearização da península coreana", após afirmar que seu governo monitora de perto os eventos que acontecem no país vizinho.


Fonte: Opera Mundi