quarta-feira, 11 de julho de 2012

DICAS | O Facebook e a primavera árabe




Acredito que houve uma grande participação das redes sociais feitas com canais como, Facebook e Twitter nos acontecimentos .



Tunísia (onde a revolta começou) e Egito são países pobres, onde 40% da população vivem com menos de dois dólares, por dia. Eu entendo que muitos outros além desta pequena porcentagem tenham meios de comprar computadores, e telefones celulares. Contudo, certamente é difícil de acreditar que Mohammad Bouazizi, o jovem que tragicamente e sem esperanças sobre a sua pobreza, sacrificou a si mesmo, tenha os meios para acessar todas estas mídias. Televisão, comumente disponíveis em Cafés parece ter um papel mais significativo.


Parece claro que o Facebook tem o poder de modificar o comportamento dos cidadãos, mobilizando-os para ações de rua de reivindicação dos seus interesses e aspirações. No entanto, a questão está longe de se encerrar nesta simplificação, podendo o investigador ou observador deixar-se levar pelo grande impacto mediático que representou a “Primavera Árabe” ou, há mais tempo, a tentativa falhada de revolução no Irã.
Certamente, os mais atentos à blogosfera lembrarão de notícias que davam conta da existência de um “corpo” especial da secreta norte-americana cuja missão era a criação de personas que povoariam os fóruns, os blogs e as demais “avenidas” da informação. O objetivo não é escondido: fazer pender determinada discussão para um dos lados da balança. Este e outros fatos, como por exemplo o controle da utilização da Internet por parte do governo chinês, provocam um manto de opacidade sobre a questão que pretendemos ver esclarecida. Assim, parece emergir uma questão: poderá esta realidade advir de uma vontade popular que tenta resistir ao poder das instituições carentes de escrutínio ou estaremos perante uma manipulação que se serve dos cidadãos para objetivos encapsulados?
A BBC produziu um trabalho jornalístico sobre o impacto do Facebook nas revoluções operadas no mundo árabe, só achei em inglês e espanhol, optei pelo espanhol pela nossa proximidade linguística. Aproveitem!