quinta-feira, 26 de abril de 2012

CURIOSIDADES | Belo Monte

Greenpeace faz sobrevoo dos canteiros das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Na foto, obras do canal da usina, próximo de Altamira. A Usina de Belo Monte será a terceira maior do mundo e alagará 400 mil hectares. A hidrelétrica deverá entrar em operação em 2015 após um investimento de US$ 10,6 bilhões e sua capacidade de geração será de no máximo 11.233 megawatts nas épocas de alto do Rio Xingu. A Obra é questionada por ecologistas, indígenas e pescadores por seus enormes impactos ambientais na Amazônia, e até  a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA chegou a recomendar sua suspensão.









Na foto, obras da casa de força, localizada no fim do canal. De acordo com o Greenpeace, a previsão é de que Belo Monte venha desalojar entre 30 mil e 40 mil moradores dos municípios do entorno, ribeirinhos, extrativistas, indígenas e quilombolas. A obra alagará uma área de 516 quilômetros quadrados. 




Na foto, obras do canteiro do Sítio Pimental. 



Na foto, bairro Invasão dos Padres, em Altamira, que será alagado. Marcio Astrini, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, afirma que os estudos de impactos sociais e ambientais apresentados pela construção da hidrelétrica até o momento estão subdimensionados. "Os povos afetados reclamam que estão sendo ignorados. O desrespeito é generalizado, mas mesmo assim o ritmo de construção da usina está cada dia mais acelerado. Para eles, o meio ambiente e as pessoas são o que menos importam".







Indignação mediante as fotos divulgadas hoje pelo Greenpeace sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo o Greenpeace, as consequências a cidade é a mais afetada pelas obras, pois as crianças estão estudando dentro de contêineres, o sistema de saúde é deficiente, o tratamento de água não é feito corretamente e doenças como diarreias e verminoses se alastraram. 




Na foto, obras da casa de força, localizada no fim do canal. Para o Greenpeace, por o Brasil dispor de potencial em outras fontes renováveis, como eólica, solar, biomassa e mesmo energia oceânica, não seria necessária a construção da hidrelétrica. Em comunicado a ONG afirmou que a energia eólica poderia atender ao triplo da demanda atual por eletricidade é já tem o segundo custo mais baixo de geração entre todas as fontes, com preços relativamente próximos às hidrelétricas.