segunda-feira, 16 de abril de 2012

ATUALIDADES | Como anda Cuba



DADOS PRINCIPAIS:

Área: 110.861 km²
Capital: Havana
Nome Oficial: República de Cuba
Nacionalidade: cubana
Data Nacional: 1º de janeiro - Revolução Cubana
Governo: República Socialista
População: 11,07 milhões de habitantes (estimativa 2012)
Moeda: Peso cubano 

GEOGRAFIA:



Localização: Ilhas do Caribe - norte da América Central
Cidades Principais:  Havana, Santiago de Cuba, Las Tunas, Camagüey e Holguín.
Densidade Demográfica: 9,98 hab./km2
Fuso Horário: - 1h
Clima: tropical


ECONOMIA:
Produtos Agrícolas: cana-de-açúcar (principal), tabaco, arroz e frutas tropicais (banana, laranja, abacaxi).
Pecuária: bovinos, equinos, aves e suínos.
Mineração:  níquel, cobre, cromita e cobalto.
Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco (produção de charutos), máquinas e química.
Renda per capita:  US$ 9.900 (estimativa 2011).
PIB: US$ 114,1 bilhões (estimativa 2011)
IDH: 0,776 (2011) – alto
RELAÇÕES INTERNACIONAIS:


Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU, ALBA
 

ENTENDA CUBA




República de Cuba, ou simplesmente Cuba, é um país que possui um território com característica insular, está situado na América Central. Limita-se territorialmente a nordeste com Bahamas; a sudeste, com o Haiti; ao norte, com os Estados Unidos; ao sul, com a Colônia Britânica das Ilhas Caymans e a Jamaica.
O território cubano é constituído por um arquipélago formado por aproximadamente 4.195 restingas, ilhotas e ilhas, ou seja, uma área descontínua ou fragmentada. A área que compreende o território cubano ocupa 110 861 km², onde vivem cerca de 11,2 milhões de habitantes dirigidos pelo regime socialista.

A topografia do país é constituída basicamente por planície, que ocupa grande parte do território, com exceção de uma zona montanhosa localizada no sudeste. Essa superfície é influenciada pelo clima tropical, apresentando duas estações bem definidas: uma chuvosa (maio a outubro) e uma mais seca (novembro a abril).
A economia cubana está bastante vinculada aos setores primários, por isso a economia é sustentada por produtos de origem agrícola, como cana-de-açúcar, tabaco, arroz, banana, laranja, e abacaxi. Incluindo ainda a pecuária, na qual se desenvolve a criação de bovinos, equinos, aves e suínos.
No extrativismo mineral, o país produz níquel, cobre, cromita e cobalto. O setor industrial não é diversificado, atuam na indústria tradicional, como a fabricação de alimentos, bebidas, charutos, máquinas e produtos químicos.
A atividade econômica que mais cresce no país é o turismo, que tem uma grande participação no PIB nacional. Cuba atrai um elevado número de turistas em razão das belezas naturais, como as praias caribenhas.
Etnicamente, sua população é formada a partir da mistura de espanhóis e africanos, assim, apresenta 65,06% de brancos; 22,86%, mulatos; 9,08%, negros; 2% de asiáticos.
As leis cubanas oferecem liberdade de culto no país. Grande parte da população segue o cristianismo, sendo 38,8% católicos e 6,6% protestantes, além de 35,4% ateus, 17% da religião yoruba e outras 2,2%.
REFORMAS EM CUBA



Como reforma econômica não engrena, Cuba repõe estoque de presos políticos
Após cinco décadas de "nãos", os cubanos recebem há meses praticamente um "sim" por semana. Autorizações para comprar casas e carros, montas o próprio negócio, plantar e vender ao setor turístico sem passar pelo Estado são algumas das iniciativas de Raúl Castro para salvar uma economia em colapso, em que subsídios são cortados sem que o poder de compra da população aumente.
Embora a "abertura" tenha conquistado no noticiário um espaço proporcional aos anos de hegemonia da linha dura, pouco muda no cotidiano dos 11 milhões de cubanos. Para aquele que consegue com ajuda de parentes no exterior juntar US$ 10 mil – o salário médio é de US$ 18 por mês -, ainda é "mais negócio" fraudar uma doação do que formalizar a compra de uma casa e pagar imposto. É mais prático seguir com o carro conseguido no mercado negro do que encontrar o verdadeiro dono (décadas depois da venda original) para regularizar a transferência e pagar imposto. É mais cômodo trabalhar nos minguantes canaviais do Estado do que se meter a plantar por conta própria sem máquinas e terra boa.
Em meio a tanto "sim" sem efeito imediato (a multiplicação de pequenos negócios é uma exceção), um "não" histórico tem aproveitado as circunstâncias para se fortalecer. Nos últimos 30 anos, nunca houve tantas detenções curtas por delitos de opinião. Há pelo menos 50 condenados em Cuba por razões estritamente políticas (sem emprego de violência). Após a libertação, intermediada pela Igreja Católica, dos 75 detidos na Primavera Negra de 2003, eles já não contam com a pressão interna e externa para sair da prisão. Não podem opinar sobre as mudanças em curso porque ignoraram a regra que não mudou. Um cubano não pode, ainda, falar mal da ditadura cubana.
 CUBA: ENERGIA A PARTIR DA CANA-DE-AÇÚCAR
O governo de Cuba procurar dar novo impulso à geração de energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar para abastecer a indústria açucareira, altamente consumidora, e aumentar paulatinamente sua contribuição à rede nacional de distribuição. ”Cinco toneladas de bagaço equivalem, aproximadamente, a uma tonelada de petróleo. Temos uma mina”, disse à IPS Paulino López, chefe do programa de Desenvolvimento Energético do Ministério do Açúcar.
Por sua vez, Bárbara Hernández, chefe do Departamento de Energia dessa área, acrescentou que a exploração dessa ”mina” utiliza atualmente a infraestrutura industrial e agrícola disponível, pois os planos para produzir eletricidade além da satisfação das necessidades do setor requerem investimentos que ainda precisam ser feitos. ”No momento, nos contentamos com o que temos”, afirmou. Os engenhos que se mantêm ativos depois da reestruturação feita em 2000 aceitaram e prepararam suas instalações para a co-geração de energia, tanto para o processo industrial quanto para beneficiar a comunidade.
Os planos de mais longo prazo são dispor de sobre de energia e vender à rede nacional, mas os funcionários preferiram não quantificar o capital necessário para isso. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), o potencial local de produção de eletricidade através do bagaço e resíduos de cana recuperáveis (rac) pode ser utilizado de maneira otimizada mediante a introdução de caldeiras de alta pressão e temperatura, ligadas a turbogeradores de extração-condensação. Um estudo da Cepal sobre o assunto indica que, com essa tecnologia, seria possível alcançar em 44 centrais selecionadas uma capacidade instalada de aproximadamente dois mil megawatts.

DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO



Hernández insistiu em dizer que os planos encaminhados para conseguir maior eficiência energética da indústria açucareira constam, desde 2005, do programa de desenvolvimento traçado para todo o país nessa área, baseado especialmente na economia de energia e prevê aumento no uso de fontes renováveis. Cuba continua dependendo fundamentalmente do petróleo para a geração elétrica. A biomassa da cana é seu principal e mais antigo portador limpo de energia, junto à hidrelétrica. Em 2005, a participação da indústria açucareira na produção total de eletricidade foi de 4,5%, confirmou Hernández.
Esse aporte foi conseguido com 56 centrais que moeram cerca de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Estudos acadêmicos citados por Hernández indicam que na atual colheita açucareira se poderá chegar a obter 36,5 quilowatts/hora por tonelada de cana moída, de acordo com as possibilidades da biomassa e da eficiência industrial. ”Em 2007, pretendemos o autoabastecimento de 40 centrais das 50 que operarão durante o período da safra (iniciada em janeiro) e entregar à rede nacional 21,5% da energia elétrica gerada pelo setor”, explicou a funcionária do ministério. O custo de cada quilowatt é cerca de quatro vezes inferior ao obtido por meio de combustível fóssil, além de não provocar contaminação.
Segundo especialistas, a biomassa é a única fonte de energia que não causa aumento do dióxido de carbono na atmosfera. Devido à queda da produção açucareira na última década, a participação deste setor no total da eletricidade gerada no país caiu de 10% para 5,6% entre 1990 e 2002. Nesse último ano começou um processo de reestruturação do setor com o fechamento de 71 fabricas e a redução das áreas dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar, com o objetivo declarado de aumentar a eficiência para enfrentar a constante queda dos preços no mercado internacional.
As cotações começaram a melhorar no final de 2005, chegaram a US$ 0,17 a libra em abril de 2006 e atualmente se mantêm acima dos US$ 0,10 a libra. Diante dessa alta, o governo cubano decidiu dedicar recursos à reativação do setor e aumentar a plantação de cana. Nesse novo clima, a empresa Heriberto Duquesne, localizada em Remedios, na província de Villa Clara e a 268 quilômetros de Havana, iniciou no ano passado um processo para produzir álcool a partir da cana, através da adaptação de tecnologia brasileira.
Entre outras vantagens, este sistema, que se espera estender a outras destilarias do país, deixa mais bagaço para a geração de eletricidade e é 40% menos contaminante do que a fabricação de álcool a partir caldos, explicou o engenheiro Eloy Pérez, especialista do grupo que fez o projeto. Trata-se da primeira experiência que se realiza, como parte do programa cubano para modernizar 11 das 17 destilarias existentes e instalar outras sete, para aumentar a produção de álcool para uma quantidade entre 300 mil e 500 mil litros de etanol por dia.
Até agora, em Cuba fabrica-se álcool somente a partir dos melados finais, que são um subproduto da produção açucareira, usado basicamente na fabricação de rum. Mas os planos de desenvolvimento visam à produção de álcool combustível. "Nesta estratégia de industrialização flexível há três produções principais: açúcar de alta qualidade, álcool e energia elétrica”, explicaram à IPS diretores dessa empresa. A destilaria de La Duquesne tem capacidade para produzir 50 mil litros diários de etanol. ”A ideia é diversificar, não depender de apenas um produto”, acrescentou Pérez.
Um dos orgulhos deste complexo agroindustrial é que todo açúcar que produz é refinado em uma unidade próxima que se autoabastece da energia elétrica gerada a partir do bagaço e da palha de cana. ”É a única refinaria do país que atualmente de energia elétrica e não consome petróleo”, asseguraram os diretores. A capacidade de geração elétrica desta centra açucareira é de três megawatts, que no próximo ano aumentará para 4,5 megawatts. Segundo os funcionários essa quantia abastece o engenho, a destilaria, a refinaria e cerca de duas mil pessoas do batey, nome que em Cuba se da ao pequeno conjunto residencial da fábrica açucareira.


O PAPA EM CUBA





Durante muitos anos os membros do Partido Comunista Cubano se recusaram a entrar na capela católica para cerimônias fúnebres no histórico cemitério Cristóvão Colombo, em Havana. Eles ficavam do lado de fora enquanto outras pessoas homenageavam o morto porque crenças religiosas eram proibidas pelo partido, e ser visto em uma igreja, especialmente em uma católica, poderia trazer problemas mesmo para alguém de luto.
Mas esses dias se foram e a Igreja assumiu um papel maior na sociedade cubana desde a visita do Papa João Paulo 2º, em 1998, comentou Erick Oscio, de 68 anos, que se lembra de ter ficado do lado de fora da capela no cemitério. "As coisas estão mais relaxadas e o tabu acabou. Depois disso, tudo mudou para a religião em Cuba", disse Oscio, coronel reformado do Exército, que agora trabalha como funcionário de um estacionamento. "João Paulo deu início a uma diferente evolução aqui, que abriu as coisas para os crentes."
Catorze anos depois da memorável viagem de João Paulo 2º a Cuba, o Papa Bento XVI irá à ilha na segunda-feira - após uma parada de três dias no México - para uma visita que não se espera que seja um momento de ruptura, mas que para alguns cubanos acendeu esperanças de mais mudanças políticas e econômicas.
Ele pode ter ensejado aspirações mais ambiciosas do que o esperado. Na sexta-feira, deu uma estocada no governo cubano ao dizer a repórteres que a ilha caribenha precisava de um novo modelo econômico porque o comunismo tinha fracassado. "Hoje é evidente que a ideologia marxista, do modo como foi concebida, não corresponde mais à realidade", declarou o Papa no voo para o México, onde chegou na tarde de sexta-feira.
"Não podemos mais construir uma sociedade deste modo. Novos modelos deveriam ser encontrados com paciência e de um modo construtivo", disse ele, estendendo a oferta da Igreja para ajudar na transição num dos últimos países comunistas do mundo.
Quando lhe perguntaram na sexta-feira sobre os comentários do Papa, durante a abertura de um centro de imprensa que será usado durante a visita dele, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse apenas que Cuba iria escutar respeitosamente o pontífice durante sua visita de três dias e que considerava "útil" a troca de ideias.
Apesar de o Partido Comunista ter encerrado sua proibição às crenças religiosas em 1991, é uma tarefa dura seguir o antecessor de Bento XVI porque os cubanos, de modo geral, vêm sua visita em 1998 como um marco que levou à melhoria das relações entre o Estado e a Igreja no país depois de décadas de hostilidade iniciada após a revolução de 1959.
 

RAÚL CASTRO



A tarefa deste Papa será ampliar os recentes ganhos da Igreja nas relações com o governo e buscar um papel maior em uma época de mudança em Cuba, agora presidida por Raúl Castro, irmão de Fidel Castro.
O cardeal Jaime Ortega, líder da Igreja Católica em Cuba, tem enfatizado o lado spiritual da visita do Papa e a esperança de reenergizar a religião na ilha que, durante 15 anos, durante o governo de Fidel, chegou a ser oficialmente declarada um Estado ateísta.
Uma alta autoridade do Vaticano, falando sob anonimato, disse recentemente que o Papa queria assegurar ao governo cubano que seu ex-inimigo somente queria ser prestativo, não ameaçador, num momento em que Raúl Castro realiza reformas para melhorar a economia de estilo soviético do país.
A boataria em Cuba está em pleno vapor, com especulações de que, como um gesto de boa vontade para com o Papa, o presidente cubano poderá libertar prisioneiros políticos, soltar o empreiteiro norte-americano Alan Gross ou finalmente anunciar reformas na imigração prometidas no ano passado.
Gross, de 62 anos, cumpre pena de 15 anos por ter criado ilegalmente redes de Internet, num caso que emperrou as relações entre EUA-Cuba.






Saiba mais sobre Cuba.




VÍDEO: 50 ANOS DO EMBARGO ECONÔMICO IMPOSTO A CUBA.